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Faleceu o mestre da simplicidade Tião Paineira


Faleceu nesta madrugada de 20 de abril de 2018 o mestre da simplicidade e artesão da cidade de Tiradentes-MG nosso estimado Tião Paineira. Daqui uma semana ele completaria 90 anos. Sebastião Augusto de Freitas nasceu em Tiradentes, em 23 de abril de 1928. É homem privilegiado, pois tem dois santos guerreiros como protetores: São Sebastião e São Jorge. É o nosso querido Tião Paineira – Paineira é apelido de família. No quintal de seu bisavô existia uma gigantesca árvore de paina e desde essa época todos se referem aos “Paineira”. Casou-se com Maria José de Freitas, que nascera em Barroso. Ela foi o amor de sua vida e nos conta que a “conheceu quando passeava se agradou do Tião, que era bom das vistas, andava arrumadinho e ela achou graça em mim”. Tiveram nove filhos e agora têm oito netos.


 Desde muito cedo, com mais ou menos 12 anos, aprendeu o ofício da profissão de ceramista com o pai – que havia aprendido com seu avô. Morou na Várzea de Baixo durante muitos anos e para fazer suas peças, tirava barro do barreiro da Cerâmica Progresso. Suas peças eram queimadas em um formo feito num barranco. Esse tipo de forno é chamado “crivo” e era assim que os indígenas, seus antepassados, queimavam a cerâmica. Quando mudou-se para o Cuiabá, passou a buscar o barro na Várzea do Gualter. Um trabalho pesado, mas foi com ele que conseguiu criar a família. Do barro fez milhares de peças: potes, vasos, bias, moringas, panelas, pratos, bules e apitos, além de obras artísticas.

 Homem de cultura simples, mas exímio contador de estórias, com amplo vocabulário e muita criatividade. Tião Paineira recebe estudantes e turistas de várias partes do Brasil, não somente pela cerâmica, mas também para ouvir suas estórias fabulosas recriadas, ou mesmo contando como conseguiu criar seus “barrigudinhos”. Conta com imensurável orgulho os casos dos antepassados indígenas, dos quais herdou o ofício de ceramista.

 “Caminhão de um olho só!”, assim se autodenomina, em consequência de um acidente, quando perdeu uma vista, devido a exposição à alta temperatura e ao frio: “Estava queimando as cerâmicas e tive que carregar um caminhão com as minhas mercadorias e com isso perdi uma vista”. Fica muito orgulhoso quando nos conta que seu filho José Vicente de Freitas aprendeu o ofício da cerâmica e vai manter a tradição familiar. 
 Gostava de passear em companhia de sua dona, a Maria José, a quem tem imenso amor e profunda admiração e a levava para todos os lados. Tião ainda nos revela, “ela era muito ciumenta – não dava problema – eu gostava muito daquele ciúme. Me fazia bem, me arrumava mais, cuidava mais do cabelo”. Gostava de dançar em casa com a dona, quando fazia festa nos “janeiros” e a casa enchia de alegria. Teve um terreno no Capote, onde lavrou por muitos anos, mas teve que vender, pois os “janeiros” foram pesando.


 Perdeu sua dona e ficou viúvo. É com tristeza que fala: “os bons ternos vão e vai ficando só o paletó rasgado”. Mas logo recupera a alegria ao retomar a fala sobre o trabalho: “com a cerâmica não deu para ficar rico, mas deu para ficar nobre” e arremata dizendo que “Deus começou o mundo com o barro, a minha matéria prima”.

A primeira edição do Festival de Artes e Tradições de Tiradentes homenageia Tião Paineira com uma pequena mostra, na Casa de Cultura da UFMG, Rua Padre Toledo, 158, aberta nos dias 7, 8 e 9 de julho.

 Por Luiz Cruz - professor e associado do Inst. Hist. e Geográfico de Tiradentes

Prefeito Nivaldo quer construir emissários de esgoto onde já tem. Custos podem passar de 8 milhões de reais


O prefeito de São João del-Rei Nivaldo de Andrade anunciou, no início deste mês, a liberação de 38 milhões de reais da Caixa Econômica Federal para obras de despoluição do Córrego do Lenheiro. Por que a Prefeitura de São João del-Rei quer construir emissários de esgoto ao longo do Córrego do Lenheiro se o mesmo já os possuem.

Para justificar nossa preocupação postamos aqui várias reportagens feitas na época em que as obras de despoluição do Córrego do Lenheiro estavam sendo executadas. Segundo convênio assinado no final de 1999 entre a prefeitura e a FUNASA constam a construção de 8050 metros de emissários.

 O convênio foi assinado em dezembro de 1999 pelo prefeito interino Fernando Félix Vera Cruz, juntamente Andréa Neves, representando seu irmão Aécio Neves, na época deputado federal. Mas quem chegou a receber o dinheiro e executar o projeto foi o Prefeito Carlos Braga, que havia sido cassado pela Câmara Municipal e retornou no último ano de seu governo e governou até o final de 2000. As obras do emissário só foram concluídas em 2001, já com no governo Nivaldo Andrade. O valor do convênio foi de 600 mil reais, sendo 100 mil de contrapartida da Prefeitura de São João del-Rei. Até hoje esta contrapartida está sendo cobrada. Ajustando o valor desta obra pelo índice do salário mínimo o custo desta obra ficaria hoje perto de 3,8 milhões de reais.

Novo Convênio assinado em 2014 prevê construção de emissários de esgoto no Córrego do Lenheiro.

Planilha do convênio para construção de emissários de esgoto no Lenheiro e outros.

Planilha do convênio para construção de emissários de esgoto no Lenheiro e outros.

Em setembro de 2014, passados 13 anos, o prefeito de São João del-Rei na época, Helvécio Reis, assina um novo convênio com a Caixa Econômica Federal, no valor de 43 milhões, para construir emissários de esgoto ao longo do córrego de Lenheiro, além de outras benfeitorias. Foi perguntado ao prefeito Helvécio Reis se ele tinha feito estudo de inviabilidade dos emissários já existentes e ele nos disse que nada foi feito a este respeito.

O convênio assinado pelo prefeito Helvécio com a Caixa Econômica Federal ficou agarrado. Com a crise do governo Dilma ele acabou não saindo. Helvécio atribui tal fato a interferência política. Só agora, em 2018, quatro anos depois,  o atual prefeito Nivaldo Andrade, com a ajuda do senador Aécio Neves, consegue a liberação do recurso junto ao Ministério das Cidades, ministério este que está sob o comando do PSDB.

Tanto o senador Aécio Neves quanto o atual prefeito Nivaldo Andrade tiveram participação ativa na construção dos emissários de esgotos do Córrego do Lenheiro que ficaram prontos em 2001. Agora ambos, se esforçam para conseguir verba federais para fazer este serviço como se ele não existisse. 

Outras preocupações com relação ao atual convênio estão sendo levantadas:
  • o fato do projeto ser de 2014 mostra que seus valores já estão defasados o que pode comprometer a sua plena execução.
  • A construção da ETA - Estação de Tratamento de Esgoto está com sua localização sendo contestada na justiça e a desapropriação do terreno teve que ser paga com depósito em juízo.
  • A dificuldade da prefeitura em honrar os compromissos de outros convênios assinados no governo de Helvécio Reis como a Praça do Maria Tereza e as creches, obras que estão paralisada por falta de repasses ou defasagem de preços que obrigaram as empresas a pararem as obras.
  • Estamos em ano eleitoral. 
Conheça as notícias sobre as obras de construção dos Emissários de Esgoto no Córrego do Lenheiro, publicadas em 2001. A iniciativa do Prefeito Helvécio em incluir o Córrego do Lenheiro para a construção do mesmo emissário, terminando com a participação do Prefeito Nivaldo que foi buscar os recursos para fazer esta obra, que já está feita.

Publicação da Gazeta em 1999.

Publicação da Gazeta em 1999.

Publicação da Gazeta em 1999.


Publicação da Gazeta em 2000.

Publicação da Gazeta em 2000


Publicado na Folha das Vertentes setembro de 2014

Publicado na Folha das Vertentes setembro de 2014

Nivaldo lançou obras de despoluição do córrego do Lenheiro

Publicado no site da prefeitura em 22/02/2018 10:56:52

 Será a maior obra pública realizada em São João del-Rei nos últimos 100 anos

O prefeito Nivaldo Andrade fez o lançamento das obras de esgotamento sanitário do lendário córrego do Lenheiro em duas solenidades distintas, abertas ao público: a primeira foi segunda-feira, 26 de fevereiro, na Câmara Municipal, e a outra na terça-feira, no Teatro Municipal. Será a maior obra pública realizada em São João del-Rei nos últimos 100 anos, com intervenções nas redes subterrâneas de quase todos os bairros da cidade.

A despoluição é uma antiga reivindicação dos moradores de São João del-Rei, principalmente os que moram nos bairros às margens do córrego. O projeto foi mostrado aos vereadores e convidados pela secretária municipal de Governo, Adriana Rodrigues, com todas as intervenções de saneamento a serem executadas. 

 Nivaldo espera inaugurar, daqui a três anos (até 2020), essas obras da rede de esgotamento sanitário, reduzindo em 98% a poluição provocada pelo despejo de esgoto e outros detritos no córrego.

As obras começam em março, em duas frentes de trabalho: Tijuco e Cohab. O município tem prazo, até 13 de abril próximo, para a apresentação do 1º. Boletim de Medição. Com esse documento, o governo federal operaciona o primeiro desembolso da verba para as empresas na data limite de 25 de abril. 

 Afluentes:

Com 7 km de extensão, o Lenheiro, que recebe também os afluentes Águas Férreas, Rio Acima e Água Limpa, corta toda a cidade desde a nascente na Serra do Lenheiro - atravessa o bairro do Tijuco e o centro da cidade, até o bairro das Fábricas, quando deságua no Rio das Mortes. O saneamento do Lenheiro foi autorizado pelo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, em audiência com o prefeito e a deputada federal Dâmina Pereira.

O custo total é de R$ 40 milhões, mas somente foram liberados, para a primeira etapa, R$ 32,547 milhões, distribuídos para a Infracon, encarregada da obra, que terá R$ 31,278 milhões; a Consominas, gerenciamento e fiscalização, R$ 664 mil; e R$ 605 mil para o trabalho socioambiental. 

No projeto de ampliação do saneamento do Lenheiro, que faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal, com recursos da Caixa Econômica Federal, consta a construção de 48 mil metros de redes coletoras e interceptoras, sub-bacias e travessias sob a ferrovia que vai afetar quase todos os bairros da cidade. Essas redes levarão o esgoto para uma estação de tratamento de esgoto (ETE) a ser construída também.

A PRAÇA DA VERGONHA EM SÃO JOÃO DEL REI

O que parecia ser algo muito simples, virou um absurdo, para não dizer uma vergonha. O prefeito Helvécio Reis, na administração anterior, iniciou a reforma das Praças dos Andradas e dos Expedicionários e desistiu de concluí-las, deixando-as arrebentadas. A administração Nivaldo retomou as obras em 29 de junho deste ano, com previsão de entrega em 29 de dezembro. Durante os últimos cinco meses o que se viu nesta obra, orçada em mais de 260 mil reais, foi a recolocação das pedras nas passarelas da Praça dos Andradas. A população, que ficou privada de utilizar a praça durante este período, ainda teve que conviver com o descaso dos passeios que ficaram destruídos, criando transtorno aos usuários do serviço de transporte público e dificultando a locomoção das pessoas no local.






O Chafariz da Legalidade ou Chafariz dos Arcos é um chafariz instalado na Praça dos Andradas, em São João del-Rei, Minas Gerais[1]. Construído no ano de 1834 no Largo do Rocio, hoje Largo Tamandaré. Recebeu a denominação de Chafariz da Legalidade em decorrência da Vila de São João del-Rei ter sido a capital da Província de Minas Gerais de 5 de abril a 22 de maio de 1833, no âmbito da Revolta do Ano da Fumaça, mas o nome popular foi Chafariz dos Arcos. O Chafariz da Legalidade e todo o aqueduto de tijolo e pedra, foram demolidos em 1895 por deliberação da Câmara Municipal, em sessão de 10 de abril de 1895. Depois de alguns anos demolido, foi reconstruído, sem o aqueduto, na atual Praça dos Andradas.


Compõe o conjunto arquitetônico do local a antiga Casa da Intendência, onde hoje existe a Escola Estadual Maria Tereza. Intendência, era um órgão administrativo colonial que era subordinado diretamente à Coroa e tinha várias funções como: fiscalizar, estimular, administrar, cobrar impostos, distribuir datas e demarcar terrenos auríferos, ou seja, todo lugar que tivesse extração de ouro, era obrigado criar uma Intendência. 

O Conjunto Arquitetônico é tombado pelo IPHAN e registrado no livro de Belas Artes.

Ainda aguardando a reforma está a Praça dos Expedicionários inaugurada em 22 de maio de 1969. O Monumento ao Expedicionário homenageia os integrantes da Força Expedicionária Brasileira – FEB. O autor do projeto foi o arquiteto e artista plástico Jacob Korman e sua construção sob a responsabilidade de José Manuel Esteves. A escultura do soldado em bronze que ornamenta este monumento, simboliza a bravura do combatente brasileiro.


Antiga vista da Praça dos Andradas, em São João del-Rei - MG, onde, à direita, ainda se vê intacto o casarão da família do fotógrafo André Bello.


Imagens do local e suas transformações ao longo do tempo.





Faleceu Roque Silva Filho, político são-joanense militante do antigo MDB


Texto de Luciano Nascimento

Após uma cirurgia e período de internação, com problemas renais, morreu nesta terça-feira, 10/10/2017, o atual chefe de gabinete da Prefeitura de São João del-Rei, Roque Silva Filho, também conhecido e chamado popularmente pela alcunha de Roquinho.

Proeminente na política e muito influente nos bastidores, Roque foi presidente do PMDB são-joanense, por muitos anos. Morador da Avenida Tancredo Neves, onde possui imóveis há muitas décadas, fez do local também a sede do partido no qual esteve a maior parte da sua vida, local de reuniões, comitês eleitorais e planejamentos de campanhas.

A atuação política de Roque Silva remonta da década de 70, no antigo MDB e, desde então, a política tem sido a principal e única atividade deste são-joanense, que morreu na ativa.

Por muito tempo, os degraus do obelisco e os bancos do jardim, bem em frente ao sobrado onde morava, foram os seus locais preferidos para os bate-papos com os amigos, sendo também local de reuniões informais.

Nos bastidores, há quem o considere como um nomes dos mais influentes da política local. Roque era primo de Hélio Garcia, que foi o vice-governador de Minas, na gestão Tancredo Neves, eleitos em 1982 e ainda governador do estado em dois mandatos intercalados. Primeiro sucedendo Tancredo, quando foi eleito presidente da República e posteriormente, na eleição conhecida com a dos Hélios, quando derrotou um Barbacenense e global, o jornalista Hélio Costa.

Na primeira eleição de Nivaldo, em 1992, pelo PDS, eles foram adversários. O PMDB de São João vinha de uma sucessão de vitórias desde os anos 70, quando o irmão de Tancredo, Otávio Neves, se tornou prefeito pelo então MDB, sendo sucedido pelos também PMDBistas Cid Valério, médico; e Rômulo Viegas, Engenheiro e Professor.

Nas eleições de 1992, não havia ainda a reeleição e Rômulo apoiou outro engenheiro, Jorge Hannas, pelo PMDB e que contava com o apoio de Roque, mas eles foram derrotados por Nivaldo Andrade (PDS, atual PP). Em 1996, novamente foram derrotados. Jorge Hannas foi novamente o candidato do PMDB e foi derrotado pelo vice-prefeito de Nivaldo, Carlos Braga, candidato do DEM. Que também não teve apoio de Nivaldo, apoiador do empresário Celinho e que teve como vice o Padre Marreco.

Fortes influências nos bastidores tornaram o mandato de Carlos Braga um caos. Braga foi retirado do cargo, por um processo de impeachment e foi substituído por seu vice, Vera Cruz, que se tornou seu adversário. Com várias idas e vindas, Braga acabou o mandato no cargo, inocentado das acusações. E, posteriormente, foi até indenizado pela prefeitura, numa ação judicial.

Mas, o estrago estava feito. E, no fim dos anos 90, Nivaldo acabou se aproximando do então rival PMDB. Com as bençãos de Roque Silva, na eleição de 2000, o antigo adversário Jorge Hannas acabou se tornando o vice na chapa de Nivaldo e ambos foram eleitos. Nivaldo para o segundo mandato e Jorge para o primeiro de vice.

Em 2004, já com a possibilidade da reeleição, autorizada anos antes por FHC, Nivaldo acabou desistindo meses antes e apoiou Jorge, candidato a prefeito pela terceira vez, que acabou derrotado por Sidinho do Ferrotaco do PSDB, que tinha como vice o jovem vereador Cristiano Silveira do PT, que hoje é Deputado Estadual.

Em 2008, a dupla Nivaldo e Jorge voltou a ser eleita. Em 2012, tentaram juntos a reeleição pela primeira vez e ainda receberam o apoio do PSDB e do antigo adversário de Nivaldo e aliado de Jorge, Rômulo Viegas, então deputado pelo PSDB. Contudo, mesmo com esta união estranha de forças, eles foram derrotados por Helvécio Reis, bem-sucedido Reitor da UFSJ por dois mandatos e que acabou sendo o prefeito eleito de São João, o primeiro da história do PT.

Em 2012, durante a campanha, num evento do PT, na Avenida, próximo à casa de Roque, havia uma carreata do PSDB, que passaria próximo ao local. Mesmo com a união das legendas, na ao ser alertado, na porta de sua casa, com ares de poucos amigos Roque deu um resposta curta e sincera: "Não quero saber desse povo não. Quero saber do meu partido." PMDBista histórico, por certo, assim como boa parte dos filiados de ambas as legendas, não estava satisfeito com a união de PMDB e PSDB, ainda que o segundo seja originário do primeiro.

De todo modo, com Nivaldo e Jorge fora da prefeitura, Roque também ficou fora do poder. E, viu de perto, uma ameaça que não havia acontecido anos antes. Aliás, não havia acontecido em décadas. Como no plano Federal, com Dilma e Temer e depois em 2014, no plano Estadual, com Pimentel e Andrada, o seu antigo PMDB se tornou aliado de primeira hora e vice nas chapas do PT, comentou nos bastidores que o PMDB local poderia vir a sofrer alguma intervenção das executivas do estado ou até da nacional, na busca de um alinhamento local, uma vez que aqui, o nome principal da legenda era Nivaldo e seu fiel escudeiro Roque.

Isso foi tão forte que, em 2014, Nivaldo que já fora dos antigos PDS e PTB, além do PMDB, acabou indo para o PMN, partido pelo qual se lançou candidato a Deputado Federal, pleito do qual acabou desistindo e apoiou a mulher do dono da construtora que fez os prédios do Risoleta I e II, Dâmina Pereira, de Lavras, que acabou sendo eleita. Ela e o marido são donos de empresas e possuem outros empreendimentos em nossa cidade.

Se tivesse ficado no PMDB, em 2014, teria que apoiar o Pimentel. Contudo, mesmo sendo adversário Ferrenho da família de Aécio desde o seu primeiro mandato em 1992, com a ascensão do Neto de Tancredo ao governo do estado e as sucessivas derrotas de seu antigo grupo ligado ao ex-governador Newton Cardoso, Nivaldo acabou se aliando aos tucanos, no plano estadual e apoiou Pimenta da Veiga em 2014. Talvez como retribuição ao apoio recebido da legenda em 2012.

Para as eleições de 2016, havia uma séria dúvida se Nivaldo poderia ou não ser candidato, uma vez que foi declarado inelegível, após votação na Câmara Municipal que referendou o parecer do Tribunal de Contas do Estado relativo as contas do prefeito ainda no seu segundo mandato, no ano de 2001.

Com sucessivas ações na justiça, Nivaldo conseguiu registrar a candidatura, foi o mais votado, o caso chegou a ir para o STF, mas ele conseguiu aprovação em Brasília e foi diplomado. Contudo, o PMDB ficou no passado. Com os já citados riscos de intervenções na comissão local, Nivaldo após deixar o PMN chegou a se filiar no PDT. E com os mesmos riscos, acabou migrando para o pouco conhecido e sem registros de mandatos na esfera local, o PSL, pelo qual se elegeu de novo e mais uma vez ao lado do mesmo vice, Jorge Hannas, agora filiado do PDT, partidos pelos quais também elegeram seus filhos para os cargos de vereadores, nas mesmas respectivas legendas.

E com isto, outra vez, quem voltou ao centro das atenções, como Chefe do Gabinete, foi ele Roque Silva Filho, o Roquinho, uma das pessoas que mais influenciaram os bastidores da política nos últimos 30 anos em São João del-Rei. Muitas nomeações passavam pelo crivo dele.

Casado e sem filhos, o político que completou 81 anos em março, deixa uma lacuna que não será fácil de ser preenchida. Não só no governo da cidade, entre os amigos, para quem era conselheiro e uma espécie de avô, como também vai deixar uma lacuna e saudades na família, entre amigos e até mesmo entre os adversários políticos. Quem gosta de política sabe que é bom ter bons adversários.

Quem o enxergava idoso, andando pelas ruas de São João, podia imaginar que se tratava apenas de um cidadão comum. Quem o conhecia, sabia que não era
Encerra-se um ciclo do poder em São João del-Rei

Cadastramento para o programa Minha Casa, Minha Vida em São João del-Rei

A Prefeitura Municipal de São João del-Rei por meio da Secretaria de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social abre as inscrições para o Minha Casa Minha Vida-2015.
Para se cadastrar, o interessado deve preencher alguns requisitos:
  • Ter renda familiar mensal de R$ 0,00 (zero) a R$ 1.600,00 (um mil e seiscentos reais),
  • Famílias/indivíduos residentes em áreas de risco ou insalubres ou que tenham sido desabrigados;
  • Famílias com mulheres responsáveis pela unidade familiar;
  • Famílias de que façam parte pessoas com deficiência;
  • Famílias consideradas em situação de risco social, conforme definição da PNAS/NOB-SUAS/2004, mediante apresentação de parecer social elaborado por Assistente Social da rede pública municipal;
  • Famílias que não possuem imóvel e residam em imóvel alugado, cedido ou coabitado com outro (s) núcleo (s) familiar (es);
  • Famílias já residentes em território de execução de obras dos Programas Habitacionais Municipais, desde que atendam ao perfil do Cadastro Único- CADÚNICO.
As inscrições acontecerão no Teatro Municipal de São João del-Rei, do dia 21 a 25 de setembro, das 09h às 16h. No ato, o cidadão deverá ter os seguintes documentos em mãos, origina e cópia:
  • RG do titular;
  • CPF do titular;
  • Número do NIS;
  • comprovante de residência ( de preferência conta de luz)
  • Certidão de casamento (se for casado)
  • Certidão de nascimento do casal (se for união estável)
  • Certidão de nascimento dos menores de 18 anos
  • Carteira de trabalho doa maiores de 18 anos (cópia das páginas de identificação, da página do último registro e a próxima em branco.)
Mais informações você pode procurar o setor de habitação da Secretaria de Assistência Social, na rua Salomão Batista de Souza, 10, bairro Matozinhos. Você poder acessar o edital completo neste link: https://goo.gl/QuSyLW

BCG está de volta ao Núcleo Materno Infantil

Com a reforma da sala de vacina concluída, a BCG está de volta ao Núcleo Materno Infantil, na Praça Carlos Gomes, sem número (atrás da Igreja do Carmo), todas as terças e quintas-feiras, das 8h às 10h. A partir do dia 1º de setembro, terça-feira.
Os bebês tomam a vacina BCG no primeiro mês de vida e ela é essencial. Isto porque protege contra a tuberculose, doença que ainda tem grande incidência no Brasil.

Esta vacina se caracteriza por uma reação no braço do bebê que ocorre de duas semanas a um mês após a injeção ter sido tomada. Trata-se de um nódulo avermelhado que ocorre no lugar em que a vacina foi dada e logo vira uma feridinha. Após isso, forma-se uma casca, que irá cair e virar uma cicatriz. Esta marca é importante porque com o aparecimento da cicatriz há o sinal de que houve a resposta imunológica e, assim, a defesa do organismo.